seis de agosto. 2026
as simbologias de coincidência me fazem crer que
por mais difícil que possa parecer o obstáculo,
estou na rota certa e posso continuar...
nunca fiz uma oferta assim em casa, mas desde quarta algo dentro me dizia: compra e faz.
aí comprei e pensei: faço de sexta pra sábado...
durante a compra, uma mensagem: convenção de candidatura, busco, levo.
aceitei a vida dizendo: viva.
hj(quinta) acordei, seis ligações perdidas. a vó dizia: a filha precisa.
orei, corri.
não tenho mais problema em falar: sozinha não consigo;
quando não falava, quase morri.
então ensinei a dizer.
a vida me ensinou que sentir dor não é fraqueza.
fraqueza mesmo está em machucar e se satisfazer.
vergonha não é sentir tristeza e falar.
vergonha é provocar tristeza e gostar.
hoje: "não vai!", polícia, b.o… mais uma vez.
não foi.
tudo que segurei o dia inteiro, desaguei.
lavar é preciso, aterrar também.
a prima, o ponto na música pop, a lapada do murici como um soco na nuca: o que precisar cospe pra fora, mas engole o choro.
pai de santo disse, carma ancestral, tem que resolver em você.
a poesia me escolheu porque bem da verdade uma prosa demoraria eternidades e eu não tenho tempo pra isso, por mais que ame a palavra escrita infelizmente um romance a essa altura do campeonato não me cabe, Iroko não pára as crianças tão crescendo já são adolescentes e quando esse absurdo vai ter um final? só aceito viver e nada além, nada depois.
mas como dizia no começo,
as simbologias de coincidência me fazem crer que
por mais difícil que possa parecer o obstáculo,
estou na rota certa e posso continuar…
Terminei de montar a oferenda singela no alguidar meia-noite em ponto, olhei o relógio, ouvi o galo e na mente veio instantaneamente o ponto mais famoso.
o frio passou, o dia virou, levei pra fora o que tinha que levar, abri a porta, o sentinela tava lá.
se meus antepassados sobreviveram e me trouxeram até aqui, eu não sirvo pra ter medo.
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