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gosto de fazer silêncio e observar atentamente. escutar cada detalhe e quando dá espiar pela fresta. sumir e escrever. cantar bem baixo só pra quem se importa muito ouvir. eu não quero nem saber, tô esvaziando o hd. tô em modo guerrilha, não me deslumbro, não me iludo, tô quietinha planejando cada hora e cada passo. e cada boa noite que falo pode ser interpretado como bom dia. o sono leve como quem tá de guarda protegendo a mais valiosa gema, a mais preciosa vida. a fronte cerrada contrastando com o riso de canto. meia face na penumbra meia face no sol, ninguém me ensinou, caminho desde que me lembro no meio fio como quem nasceu se equilibrando na corda bamba e cresceu brincando com o fio da navalha. cada hematoma, cada sangue coagulado, cada cicatriz, cada riso segurando o choro quando não foi Wolf Maia, foi a escola da vida que ensinou ser atriz. quando você não é nada pra quem te viu crescer e quem rodou o mundo te viu um dia e disse: que brilho é esse que quase cega? prendo o grit...

cinco meses atrás, que saudade do verão.

Hoje eu terminei de lavar minhas roupas. Hoje é quinta. Comecei terça.  Segunda eh dormir o dia inteiro. Lavei tudo tudo tudo. Lavar na mão pra ter ideia do trabalho e valorizar o conforto. Roupa de cama. Meia. Sapato. Ontem tambem cortei a franja. Finalmente. Depoiis de uns cinco meses. Hoje vou fazer a sobrancelha.  Hoje fiz um headpiece, ou sei lá como escreve Pode ser adorno de cabeca. Odeio ingles mesmo. Amanhã uma maquiagem daquelas. E foto. Registar esses atualmente tão raros momentos. Tentei fazer brinco terca ontem e hoje. Não deu certo. Vou deixar isso quieto. Eu quero uma roupa. Talvez quisesse sair amanhã bem bonita. Sei lá. Que saudade ter tempo de ter um diário. Sei que sabado tem show importante. Importante eu me preparar.  Vou dar um up na sandália. Cuidar pra Baixa não me pegar. E acho que rola fazer uma mini saia... transparente, um pouco rodada.. E uma blusa ciganinha. Tô em época de ser ousada. Acho até que já sei qual vai ser o colar… Tenho que pesqui...
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sábado é dia de firmar madrugada a dentro pra entregar a semana que passou madrugada a fora pra abrir a semana que vai começar  atirou ontem, acertou amanhã. Firma.
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Queria eu apagar a tristeza do olhar Para poder brincar outra vez um dia inteiro ao menos com as minhas meninas Tirar as marcas das mazelas do mundo do rosto Cá estou eu me isolando de novo Escrevo sobre o que dói um pouco Sobre o que dói muito Travam-se as mãos  Assim como engasga a palavra na garganta Assim como o pensamento pára  E dissociar vira sinônimo de conseguir sobreviver mais um pouco Sentada na praça, horário de pico, intervalo entre um curso e outro Lágrimas, andarilhos Queria ser invisível  E até sou. Cada um em seu carro, cada um em seu universo inventado, smartphones… Cada um com seu cachorro Lágrimas... O capitalismo tá me roubando a vontade de viver e a juventude das minhas filhas E eu ao menos ainda ouso dizer. Um dia, eu ainda tenho fé, um dia eu consigo. 22 de abril de 2026. Praça da Assis Chateubriand.

fim da quaresma – cru

crianças palestinas brincam de socorristas meio às ruínas da faixa de gaza e no teerã um idoso se exercita na praça em frente a escombros de um prédio residencial bombardeado aqui no ocidente a gente dissocia pra seguir em frente a era da distopia:  agora. ignorar o caos, t entar nao ficar demente  diante de tanta atrocidade é tudo tão evidente, mas não tão recente se declaro te amo em um dia no outro ignoro a sua existência e finjo que sua presença não mexe comigo  sentimento mais volátil que o próprio ar escapa entre os dedos, como água. um peito vazio tento preencher com o tal amor líquido morro de saudades mas não digo passo pela sua casa, mas não bato todo ato de amor é revolucionário  mas quem nos ensinou amar? o centro fede a covardia o capitalismo estragou tudo  e a gente segue rumo ao abismo perdemos a coragem e não falamos não pra esse social sadomasoquismo tudo do lado direito é hostil e careta eu sinto sua falta e choro e choro de madrugada sozinha p...

10 de novembro. 2025.

O que eu te escreveria se um dia ficasse sabendo que nunca mais iria te beijar Só disso passar pela minha cabeça… Fecho os olhos e fico imaginando. O desconsolo, o desalento. A melancolia me toma Como é que eu pude me perder em você? E deixar seu senso de humor me dominar Nada sutil. Tudo em você é intenso. “O sonho da minha vida é beijar a boca da sua amiga” Disse você pra minha amiga. Como assim, moço, se eu nunca te vi? Mas o seu olhar me atravessou desde o primeiro dia. Olhar que eu nunca mais esqueci. Cambaleia, se declara pra mim,  Insiste em me pagar um drink, eu nego.  Me despeço, me retiro.  Durmo pensando naquele que eu nunca tinha visto Mas que disse que sonhava comigo… Acordo na manhã seguinte e pergunto pro seu amigo Ei, como ficou seu amigo? Pois é, BH tem disso. Eu não quero esquecer aquela conversa durante todo o dia Tampouco aquele fim de tarde Tampouco pensar no que eu te escreveria se um dia eu ficasse sabendo que eu nunca mais iria te beijar… Mas… se r...
tentei uma despedida mansa sem rompante de tristeza nem furia pereceu marinar em agua fria as lagrimas que nao caiam tentamos apagar com vento brando  uma explosão  mas os dias passavam e nada amenizava aquela chama silêncio e distância  não é facil ir embora quando nada dói mais que não saciar a vontade ...algumas semanas antes do seu rosto desaparecer  ao menos teve consciência que o erro começou em você...